ROMA, 31 MAR (ANSA) - O ministro do Interior italiano, Roberto Maroni, anunciou hoje que o plano para acomodar os imigrantes que desembarcaram na ilha siciliana de Lampedusa prevê a "disponibilidade de 10 mil lugares" em todo o país, exceto no Abruzzo.
Maroni, em uma entrevista coletiva, disse que "a emergência será resolvida se e quando a Tunísia bloquear o fluxo migratório e receber de volta os imigrantes ilegais, que devem ser repatriados".
O plano será explicado amanhã (1º de abril) às regiões e autarquias locais. "As atitudes de rejeição não se justificam, posto que se trata de uma emergência grave que requer o suporte de todas as regiões do país", acrescentou o ministro Maroni.
''Por hora, são cerca de dois mil refugiados procedentes da Líbia, principalmente eritreus e somalis. Elaboramos um plano de emergência com as regiões, que se comprometem a encontrar locais para abrigá-los'', disse ainda Maroni após reunião do Conselho de Ministros.
Já o chanceler italiano Franco Frattini disse hoje (31) que os imigrantes que desembarcaram na Itália "devem ser devolvidos à Tunísia ou distribuídos em outros países europeus".
O ministro das Relações Exteriores foi entrevistado por telefone durante o programa de televisão "Mattino Cinque", antes de partir para a Argentina, onde deve chegar à noite. (ANSA)